Dentistas e a postura

            A primeira posição de trabalho adotada pelos dentistas foi a bipedestação, ou seja, trabalhavam em pé. Os equipamentos utilizados eram fixos e não lhes permitiam outro posicionamento. Atualmente os equipamentos são mais apropriados o mocho (cadeira do profissional), é regulável permitindo ao profissional adotar uma postura mais adequada durante o período de trabalho.
Porém mesmo com a modernidade, a má postura continua perpetuando dentre os profissionais. Muitos não conseguem manter uma boa postura por não se adaptarem, ou por não possuírem uma musculatura bem preparada.
Ao observarmos alguns dentistas durante o seu período de trabalho, verificamos que o posicionamento sentado faz com que adotem os seguintes padrões de movimento: aumento da cifose dorsal (postura corcunda), diminuição da lordose lombar e cervical, abertura e sustentação dos braços prejudicando a articulação dos ombros, ombros fechados, flexão de antebraço, punhos e dedos e pernas afastadas. Fazendo uma análise destes padrões de movimento, verificamos que eles favorecem a algumas alterações comuns como dores agudas, espasmos musculares, nódulos dolorosos, varizes (má circulação de membros inferiores pela posição estática), hérnia discal, rigidez matinal, problemas renais, respiratórios e digestivos e afecções em ombros e cotovelos.
Para sustentar esta posição durante horas e alguns dias na semana é necessário um bom preparo físico. Atividades como a musculação, treino aeróbico e alongamento são fundamentais para a manutenção da boa postura. Técnicas como Pilates e Yoga também são muito bem recebidas. Além das atividades físicas massagens relaxantes, drenagem linfática e shiatsu são importantes para a circulação e relaxamento muscular.
O desempenho de um profissional está diretamente relacionado ao seu bem estar.






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