Feliz Dia das Crianças!


Eu fui uma criança feliz. Brinquei na rua, corri, caí, ralei joelhos, quebrei dente, pulei muro, levei bolada no nariz, enfim, uma infância rica em experiências motoras. O ballet me trouxe consciência corporal e do espaço que eu preciso para me mover. Estas experiências são fundamentais para a construção da própria imagem.
Colocar uma criança aos seis anos sentada em frente a um quadro negro durante quatro, cinco horas é suprimir seu desenvolvimento neuropsicomotor. Deixá-la em casa depois disso horas na frente da televisão e com jogos eletrônicos, é atrasar sua maturidade física e emocional. A infância a é a fase de expansão, de crescimento, o movimento é parte fundamental do reconhecimento de seu corpo e de sua organização postural.Ouve-se falar muito em déficit de atenção e hiperatividade, mas muitas das crianças com este “diagnóstico” não têm nenhuma noção do próprio corpo, não sabe reconhecer seus desconfortos físicos, que vão das dores do crescimento a problemas auditivos e visuais.
A alimentação é um outro fator que deve ser abordado. Sabemos que o intestino produz boa parte da serotonina (hormônio do humor) e da melatonina (hormônio que regula o sono) no nosso corpo, logo a saúde do intestino interfere no nosso humor e na nossa disposição. Alimentação pobre em nutrientes age diretamente no comportamento das crianças.
No Dia das Crianças, leve seu filho para correr no parque, ensine-o a subir em árvore, andar descalço, ter contato com a natureza da qual ele é parte. Respeitar o próprio corpo é aprender a respeitar o corpo do outro. Visite uma horta, um pomar, ensine-o de onde vem o verdadeiro alimento e mostre como é bom comer comida de verdade.

Patricia Santana

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