O Poder do Toque


Seja um abraço, um aperto de mão, uma dança ou uma massagem, o toque é um dos meios que nos conduz ao bem-estar físico, emocional e social.
Desde a barriga o bebê já é capaz de sentir o toque dos pais, ao nascer ficar junto ao corpo traz segurança e conforto. Uma criança pode sobreviver a qualquer tipo de privação material, mas morre por ser privada do contato físico. No século XIX muitos bebês morriam de marasmum (do grego: definhar), crianças de orfanatos e instituições tinham altas taxas de mortalidade no início do século XX, foi quando se percebeu que a presença de uma ama, alguém que simplesmente mantivesse o bebê junto ao corpo, poderia salvar estas vidas.
Os bebês possuem uma sensibilidade cinestésica e através de receptores localizados nas articulações, são capazes de perceber o que sente a pessoa que o está carregando, assim como um adulto que sente confiança em um aperto de mão. Podemos assim inferir que a forma como formos tocados na infância, será refletida como nos colocaremos corporalmente no futuro.
Nos adultos o toque tem outras funções, porém não menos importantes, que o diga Amma, a mestra indiana conhecida como a Mãe do Abraço, que já abraçou dezenas de milhões de pessoas pelo mundo. O toque alivia o estresse, ajuda pessoas que sofrem de depressão, alivia problemas autoimunes, dores e pode até mesmo alterar um comportamento agressivo e violento.  Porém, cada um tem os seus limites e o toque sempre deve ser consentido, mesmo que seja um aperto de mão.
Um abraço expressa afeto e acolhimento, alguém que segura a minha mão na hora da injeção parece estar dividindo a dor comigo, um cafuné, uma massagem nos pés, expressam cuidado e atenção e o tocar-se também é fundamental para conhecer o próprio corpo. 
As trocas que acontecem através do toque são um meio eficiente e barato de melhorar a qualidade de vida. 

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